Seguidores

domingo, 11 de dezembro de 2016

O MOMENTO DO BRASIL - X


A CIDADANIA ACORDA CEDO 
(e trabalha, gera a riqueza do país, paga tributos, 
sustenta a máquina governamental)   

Tenho procurado evitar manifestações sobre o temário político, para não entrar na "briga de bugio" que virou o assunto. Não por medo, pois vivencio e conheço profundamente a área político institucional e o segmento de gestão pública, onde há muitos anos atuo como consultor especializado. Minha postura, mais do que evitar dissabores desnecessários, representa o respeito por amigos que tenho em todos os segmentos ideológicos, inclusive em ambos os extremos.

Contudo, às vezes torna-se impossível silenciar. Como neste momento, quando interesses localizados tentam impor à sociedade o "toque de recolher". E não falo do crime organizado, mas de sindicatos partidarizados que tentam fazer com que seus interesses classistas se sobreponham ao interesse geral da sociedade.

Falo da tentativa de atemorizar a população, com o "não saia de casa", "não leve seus filhos à escola", "não se abram os bancos...". 

Compreendo os transtornos com o parcelamento dos salários dos servidores públicos estaduais (sou casado com uma servidora estadual). Mas, com todo o respeito, vejo pequenos comerciantes que esperam meses para receber os saldos das "cadernetas" de seus fregueses, com o risco da perda e da quebra do negócio.. Como profissional liberal, aguardo meses para receber serviços realizados, também com o risco da perda por vezes...

Logo, o tamanho da grita pelo atraso de uma semana, por vezes duas, parece desproporcional ao real prejuízo. Sei que vou atrair rancores com esta manifestação, mas preciso dizer. Cansei de apenas ler e ouvir impropérios (muitos de uma mal criação sem limites). Estão transformando uma questão funcional em questão política, como sempre, manejada por oportunistas de ocasião. 

Para finalizar: eu não vou "ficar em casa". Eu preciso trabalhar, não estou na folha de pagamento do governo. Preciso buscar meu pão de cada dia, mesmo que seja para enfrentar repartições fechadas e piquetes de "paus mandados" nos portões dos órgãos públicos. 

Não tenho por hábito, e as pessoas que acompanham meu perfil sabem disto, fazer este tipo de manifestação. Cansei, como já disse, de ouvir e de ler grosserias. Estou desde as 6:30 horas no trabalho e daqui há pouco vou à rua cumprir meus compromissos. Não temo a bandidagem, que já faz parte da rotina. Temo, isto sim, o efeito daninho causado pelos semeadores da discórdia, dos apologistas do ódio e da violência, dos patrulhadores ideológicos. 

Desculpem os leitores pelo desabafo, mas eu tinha que dizer isto. Agora vou trabalhar, pois afinal, não sou sustentado pela sociedade, mas pelos meus clientes, gente que, assim como eu, acorda cedo, produz, paga tributos, e não tem direito à cargos vitalícios, auxílios "isto", penduricalhos "aquilo" , licenças "acolá", pensões que se estendem até à décima geração...

Era o que constava!


Nota: postado no facebook em 04.08.16


Nenhum comentário:

Postar um comentário