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domingo, 11 de dezembro de 2016

O MOMENTO DO BRASIL - II


MATURIDADE (OU ESTÔMAGO SENSÍVEL)   


Com uma vida dedicada à defesa de direitos (33 anos de advocacia), com mais de 25 anos de militância política na linha de frente (enfrentando ainda os resquícios dos anos de chumbo), atuando como advogado de sindicatos, tenho uma história de vida que me orgulha. Não ganhei fama, não enriqueci, mas tenho a consciência tranquila de ter cumprido meu papel, num tempo em que muitos se se amedrontaram, se omitiram, se venderam (e ainda se vendem...).

Tive a oportunidade de vivenciar ativamente a transição da história de nosso país, de um regime de ditadura para uma democracia. E tenho convicção de que "a pior das democracias é melhor do que a melhor das ditaduras". 

Sei que vivemos momentos difíceis, onde seguramente temos a pior "safra" da classe política, eleitos pelo poder econômico do "andar de cima", eleitos pela fome do "andar de baixo", eleitos pelo comodismo e pela omissão daqueles que não acreditam na política. 

Tudo isto digo, para registrar que meu silêncio sobre o temário político, neste espaço de rede social, não é omissão. É que, nesta fase da vida, quando penso estar me aproximando da maturidade, prefiro preservar amigos próximos, queridos, que os tenho em todos os campos ideológicos (aos quais respeito, mesmo quando discordamos, e sou grato e feliz por te-los como amigos, pois que temos convergências afetivas). 

Eu, que ainda trago (como dizia o poeta), a poeira dos subúrbios nas botinas, e o clamor dos oprimidos nos ouvidos, me permito não tomar partido nessa "briga de bugios" da rede social, onde se fazem revoluções no sofá da sala, sob a trincheira da telinha do computador. 

A certeza de que vivemos uma democracia, ainda incipiente e que precisa muito ser preservada e aperfeiçoada, é que qualquer um, via teclado e telinha, compartilha suas ideias, a favor ou contra, e continua com suas unhas e seus dedinhos sadios para continuar teclando. 

Por tudo isto, continuarei ausente do debate político neste espaço, mas atento e vigilante em defesa da democracia, contra qualquer extremo, venha de onde vier (apesar de não acreditar muito no poder desses "combatentes" virtuais).


Nota: postado no facebook em 05.03.16


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