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domingo, 11 de dezembro de 2016

DIA DO SERVIDOR PÚBLICO

Nesta data comemora-se o Dia do Servidor Público. Os adeptos do negativismo dirão que não há o que comemorar. Bem, acho que o "feriado" ou "ponto facultativo" tem esta conotação. É assim que eu vejo, de uma ótica positiva. 


Independente do ponto de vista de cada um, trata-se de oportunidade para uma boa reflexão, a iniciar pelo sentido da expressão "servidor público". Em atividades docentes realizadas com grupos de servidores, estaduais e municipais, já provoquei esta reflexão dezenas de vezes.

Convivo com o serviço público, em diferentes áreas do governo do estado e em municípios de diversas regiões, há mais de 20 anos, ocupando cargos de assessoria, gerência, direção, e também atuando em consultoria e docência. Sem exibicionismo, posso dizer que adquiri um amplo conhecimento da estrutura e funcionamento da administração e do serviço público. 

Esta vivência me permite afirmar convicto que a responsabilidade pelas deficiências, mau funcionamento e eventual mau atendimento dos serviços públicos (o que não é regra geral), não pode ser atribuída aos servidores. 



Convivi nesse tempo todo com uma maioria predominante de servidores competentes e dedicados, que abraçaram a carreira pública, muitos deles desestimulados é verdade, mas dotados de consciência de seu papel. Mesmo a minoria que não preenche este perfil não pode ser responsabilizada pelas deficiências. 

A responsabilidade pela qualidade do serviço público, assim entendidos requisitos como custos, cumprimento de prazos, atendimento final, dentre outros, é exclusivamente dos gestores, assim entendida toda a estrutura gerencial. E como sabemos, a maior parte desses cargos são preenchidos levando em consideração, predominantemente, requisitos de natureza política. 

A gestão pública funciona atendendo ao seguinte trinômio: cumprimento de normas, interesse político, planejamento e gestão. Enquanto as normas, embora indispensáveis, trazem certo engessamento, o interesse político leva a desvios inaceitáveis e ilícitos. Assim, o planejamento e gestão, quando existe, acaba vindo em último lugar. 

Enfim, a má interpretação das normas ou seu uso como desculpa para "não fazer", os desvios de fins para atender a interesses político/partidários ou de grupos, junto com a falta de planejamento e a ineficácia na gestão, constituem responsabilidade exclusiva dos gestores. 


Faço desta reflexão minha homenagem às centenas, talvez milhares, de servidores públicos com os quais tive a honra de conviver, de trocar experiências, de aprender.


Nota: postado no facebook em 28.10.2016

PLEBISCITO SEPARATISTA

Parece que é hoje o plebiscito informal. Com todo respeito aos adeptos da ideia, registro minha opinião:
 
- eu quero meu país com a maior floresta e pulmão verde do mundo e com a maior reserva de água doce (que devemos conservar e proteger); 


- eu quero meu país com a capacidade de trabalho dos bandeirantes paulistas e com a alegria do carioca e a beleza do Rio de Janeiro, de Salvador, dentre outras;


- eu quero ser patrício daquele povo gentil, com um sotaque lindo, das Minas Gerais e do Nordeste, bem como do caboclo do Norte, do caipira e do pantaneiro; uma diversidade e riqueza cultural fantástica;


- eu não quero fazer parte de uma republiqueta com tendências conservadoras, racistas e xenófobas; por isto, eu quero continuar sendo brasileiro, com o mesmo orgulho de ser gaúcho.


Precisamos, sim, rediscutir o pacto federativo, com ações reais e não apenas virtuais. Há muitos anos atras já me posicionei contra a proposta de separação da metade sul do RS. Desde os tempos da escola primária sempre fui ruim na operação de dividir.

Se o amigo leitor se identifica com esta ideia, multiplique-a. Podemos, assim, fazer um debate civilizado e, principalmente, iniciar uma mobilização pela rediscussão do pacto federativo.



Nota: postado no facebook em 01.10.16

O MOMENTO DO BRASIL - XI


RESPEITO, SIMPLESMENTE

Ser diferente é não permitir que o mau 
comportamento  alheio influencie o nosso.

Leio nos jornais que a ex presidente Dilma retornará a Porto Alegre no próximo domingo e que seus apoiadores organizam ato para recepcioná-la. Conclamo aos poucos que me leem, e que integram o lado oposto ao da ex presidente, que se abstenham de qualquer hostilidade (virtual ou presencial), mantendo-se distantes do ato, do trajeto e da chegada da Sra. Dilma, que retorna à sua cidade e à sua família. 

Não podemos permitir que as provocações, agressões e vandalismos praticados por aqueles a que nos opomos venham a modelar nosso comportamento, ou estaremos igualados na torpeza. As imensas maiorias silentes, como estava eu até há pouco, estão observando comportamentos e certamente farão seu julgamento. 

A ex presidente tem o direito de retornar em paz ao seio de sua família e de seus afetos. Seus partidários tem o direito de recebê-la e de render-lhe as homenagens que entendam devidas. O que nem ela, nem seus companheiros, ou quaisquer outros tem direito é de insuflar o ódio e a violência, por qualquer tipo de manifestação ou ação, o que, por constituir crime, ou no mínimo apologia do crime, distante de atos políticos constituem caso de polícia. 


Por fim, peço que aqueles que concordam com esta manifestação reproduzam em seus perfis. É chegada a hora de buscarmos a pacificação do país.


Nota: postado no facebook em 09.09.16

FACÍNORAS NAS RUAS, INSPIRADORES ATRAS DAS TELINHAS

Há poucos dias postei aqui, falando sobre a criminalidade, da responsabilidade dos receptadores de objetos roubados e dos apologistas das drogas. Reporto-me, por analogia, àquele texto, para falar sobre a responsabilidade pela violência por inspiração política. 


Notícia em todos os veículos de comunicação, ontem à noite uma horda de facínoras, travestidos de militantes políticos, depredaram e tentaram incendiar a sede do PMDB de Porto Alegre, só não concluindo seu intento pela rápida intervenção dos bombeiros. 

Não estou trazendo este fato porque sou vinculado ao PMDB (criticaria esta atrocidade em relação a qualquer outro partido ou organização), até porque estou afastado da militância política, numa espécie de quarentena, já fazem uns sete anos. Quem lê minhas postagens sabe que tenho me abstido de ingressar nessa verborragia agressiva que virou o trato da questão política em rede social. Quando o faço é para criticar as posições extremistas, todas. 

O principal motivo de me abster destas questões na rede social, já registrei anteriormente, é porque estou nesta fase da vida priorizando minhas relações afetivas, familiares, de amizade, que felizmente as tenho em todos os segmentos, inclusive em ambos os extremos. Sou forçado, contudo, pelas circunstâncias específicas, a romper esta cautela.


Ontem à noite, na sede do PMDB atacada pelos facínoras, pertencentes a legendas partidárias perfeitamente identificadas, encontrava-se um grupo de jovens, em atividades da campanha eleitoral. Dentre esses jovens, um de meus filhos, que somente hoje pela manhã me relatou os horrores pelos quais passou e também a clara identificação partidária dos autores, inclusive pelas bandeiras.


Diante deste ataque à democracia, por aqueles que sem conhecer seu conceito e significado a invocam para justificar sua selvageria, e tendo um filho na “linha de fogo” desses facínoras, sou forçado a romper minha cautela respeitosa, trazendo a público minha indignação e repúdio. 

Repudio o ato e seus autores diretos, executantes e mandantes, rotulando a todos de criminosos. Mas também repudio aos seus inspiradores, covardes ocultos na trincheira da telinha de seus computadores a instigar a violência com imbecis palavras de ordem, insultos, provocações generalizadas e total falta de compostura. 

É incrível como algumas pessoas educadas, afáveis no convívio pessoal, politicamente fanatizadas, passionais, protegidas pela telinha do computador, pela ausência do contato presencial, se tornam agressivas, mal educadas, sem se importar com quem e quantos estejam lendo suas aleivosias. 



A estas pessoas vai meu repúdio e minha acusação de responsabilidade pela violência que chega às ruas. Sim, são inspiradores desses facínoras e, por consequência, coautores de quaisquer atos delituosos que vierem a cometer. 

Indignado com o que poderia ser uma tragédia, na real tentativa de incêndio de um prédio com pessoas dentro, acabo de romper minha quarentena. Dentro dos limites do direito, e no exercício de minha profissão, me alistei voluntariamente para denunciar, na polícia, em juízo, em quaisquer instâncias, esses facínoras e também seus inspiradores.


Nota: postado no facebook em 01.09.16


POR TRAZ DAS MÃOS QUE APERTAM O GATILHO...

Criminalidade e insegurança é a pauta do dia. Creio que o assunto já foi analisado por praticamente todos os ângulos. Tais análises sintetizam na responsabilidade do governo e, dentre as principais causas da violência, o tráfico de tóxicos, a disputa por territórios, a receptação de produtos roubados, em boa parte para sustento do próprio consumo de drogas.

Não sou especialista no assunto, nem me dedico ao seu estudo. Contudo, como cidadão, arrisco apontar aqui alguns responsáveis que estão “por traz das mãos que apertam o gatilho”, mas que na maior das vezes não são responsabilizados, ao menos diretamente e aos olhos da população. Sem esgotar o rol, e sem descartar a responsabilidade do governo, aponto alguns que entendo estarem dentre os principais responsáveis pelas “mãos que apertam o gatilho”:

- Mais do que os infelizes consumidores das “cracolândias” e das periferias miseráveis, são os felizes “consumidores de salão”, frequentadores de altas festas com muito “brilho”, financiadores do tráfico e dos crimes conexos;

- Juntamente estão os “esclarecidos” apologistas das drogas, pelas mais diversas razões, alguns inclusive por se acharem “libertários” ou bravos “contestadores do sistema”;

- Juízes excessivamente “garantistas”, mais preocupados em cumprir rituais e formalismos de regras defasadas do que interpretar e aplicar a norma legal em consonância com o fato social;

- Políticos, notadamente aqueles com mandados eletivos, que “apadrinham” os desvios de policiais, civis e militares, para funções burocráticas em todos os poderes e áreas. Alguma instituição deveria questionar, com urgência, quais e onde estão todos os policiais civis e militares com funções fora da atividade policial (isto se chama transparência).

Alguns repetirão o correto e simpático discurso, mas que não traz solução imediata, que precisamos é de educação e de assistência social. Com todo o respeito, embora concorde, são soluções para dar resultado em 10 ou 15 anos. Precisamos sim, avançar neste sentido, sem abrir mão da busca de soluções imediatas. 


Hoje, precisamos cessar a criminalidade, com medidas duras, iniciando pela urgente atualização das leis penais e aparelhamento das estruturas de segurança. Em resumo: repressão ao crime, prisões, condenações e garantia do cumprimento integral das penas.

Sei que alguns “patrulhadores ideológicos” vão ranger os dentes com minha opinião. Pouco me importa. Um dia talvez aprendam que existe mundo e vida fora das telinhas de seus computadores, tablets e smartfones, e que esse mundo não é o dos sonhos, embora possamos construí-lo com ações efetivas.

Nota: postado no facebook em 27.08.16


O MOMENTO DO BRASIL - X


A CIDADANIA ACORDA CEDO 
(e trabalha, gera a riqueza do país, paga tributos, 
sustenta a máquina governamental)   

Tenho procurado evitar manifestações sobre o temário político, para não entrar na "briga de bugio" que virou o assunto. Não por medo, pois vivencio e conheço profundamente a área político institucional e o segmento de gestão pública, onde há muitos anos atuo como consultor especializado. Minha postura, mais do que evitar dissabores desnecessários, representa o respeito por amigos que tenho em todos os segmentos ideológicos, inclusive em ambos os extremos.

Contudo, às vezes torna-se impossível silenciar. Como neste momento, quando interesses localizados tentam impor à sociedade o "toque de recolher". E não falo do crime organizado, mas de sindicatos partidarizados que tentam fazer com que seus interesses classistas se sobreponham ao interesse geral da sociedade.

Falo da tentativa de atemorizar a população, com o "não saia de casa", "não leve seus filhos à escola", "não se abram os bancos...". 

Compreendo os transtornos com o parcelamento dos salários dos servidores públicos estaduais (sou casado com uma servidora estadual). Mas, com todo o respeito, vejo pequenos comerciantes que esperam meses para receber os saldos das "cadernetas" de seus fregueses, com o risco da perda e da quebra do negócio.. Como profissional liberal, aguardo meses para receber serviços realizados, também com o risco da perda por vezes...

Logo, o tamanho da grita pelo atraso de uma semana, por vezes duas, parece desproporcional ao real prejuízo. Sei que vou atrair rancores com esta manifestação, mas preciso dizer. Cansei de apenas ler e ouvir impropérios (muitos de uma mal criação sem limites). Estão transformando uma questão funcional em questão política, como sempre, manejada por oportunistas de ocasião. 

Para finalizar: eu não vou "ficar em casa". Eu preciso trabalhar, não estou na folha de pagamento do governo. Preciso buscar meu pão de cada dia, mesmo que seja para enfrentar repartições fechadas e piquetes de "paus mandados" nos portões dos órgãos públicos. 

Não tenho por hábito, e as pessoas que acompanham meu perfil sabem disto, fazer este tipo de manifestação. Cansei, como já disse, de ouvir e de ler grosserias. Estou desde as 6:30 horas no trabalho e daqui há pouco vou à rua cumprir meus compromissos. Não temo a bandidagem, que já faz parte da rotina. Temo, isto sim, o efeito daninho causado pelos semeadores da discórdia, dos apologistas do ódio e da violência, dos patrulhadores ideológicos. 

Desculpem os leitores pelo desabafo, mas eu tinha que dizer isto. Agora vou trabalhar, pois afinal, não sou sustentado pela sociedade, mas pelos meus clientes, gente que, assim como eu, acorda cedo, produz, paga tributos, e não tem direito à cargos vitalícios, auxílios "isto", penduricalhos "aquilo" , licenças "acolá", pensões que se estendem até à décima geração...

Era o que constava!


Nota: postado no facebook em 04.08.16


O MOMENTO DO BRASIL - IX

O POVO NAS RUAS 

Venho acompanhando com especial interesse esse movimento que, aparentemente, surpreende o Brasil. Não me surpreendo. Ao contrário (surpreendam-se meus amigos), já esperava por isto. 


A falência do sistema político vigente e dos partidos políticos deixou o povo sem representação legítima. Nossos "representantes" deixaram de nos representar para cuidar apenas de seus interesses, transformando mandatos populares em "bancas de mercado", onde se mercadeja o voto em todos os sentidos... 


Existem excessos nas manifestações, é verdade, mas na essência esses moços estão escrevendo um novo capítulo de nossa história. Há que se ter limites, certamente, mas uma manifestação dessa natureza não é uma reunião de lordes para o "chá das 5". Aliás, não existem mais "lordes" em nossa política. 



Recordando Gonzaguinha: "eu boto fé nessa rapaziada". Vamos lá, moçada, mas sem violência. Busquem inspiração nas histórias de GANDHI e MANDELA. E para encerrar, recordando velhos tempos: "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!"

Nota: postado no facebook em 20.06.16