Seguidores

domingo, 24 de julho de 2011

À MEMÓRIA DE ERALDO FREITAS DA SILVA


Recentemente faleceu, após longo período de enfermidade, o santanense Eraldo Freitas da Silva, servidor público municipal, tradicionalista, hábil desenhista, que também mantinha afinidade com as letras. Tive o privilégio de privar do convívio com Eraldo, um jovem inteligente, talentoso, de jeito simples, conversa franca, sempre disponível para as diversas missões para as quais era requisitado devido à sua versatilidade. 

A seguir, reproduzimos artigo de autoria do Eraldo, na primeira edição do Clarim Santanense. Com esta singela homenagem, apresento minha solidariedade aos familiares e, de modo especial, à sua mãe,  Sra. Teresinha. 


CLARIM SANTANENSE - Primeira Edição - Maio/Junho de 1985
Arte da Capa: Eraldo Freitas da Silva

Espaço NOSSA TERRA E NOSSA GENTE (Página 6)
          
               "FONTE DO CEDRO
                 Eraldo Freitas da Siva

      Relembrando nossos monumentos históricos, assim podemos denominá-la, neste número farei um pequeno resumo da história da nossa tão conhecida Fonte do Cedro. Hoje, esquecida e abandonada materialmente, mas não na memória dos santanenses, pois falando com diversas pessoas, estas lembraram muitas façanhas realizadas durante os puxes de água. A Fonte do Cedro foi parte do cotidiano dos piás, que tinham no transporte de água em pipas, um meio para ganhar alguns trocados. Ali também, compravam suas briguinhas, o que era um dos divertimentos preferidos da gurizada.
      Todos, ao falar da Fonte, empregaram palavras de saudade. Alguns lembraram o famoso burro branco do falecido Aparício Rodrigues de Freitas, ou do burro do hospital, animais ocupados para puxar as pipas com água trazida da fonte para abastecer a cidade.
      A fonte, conforme descrição feita por algumas pessoas com quem conversei, passou por diversos estágios. A primeira fonte era apenas uma caixa (depósito) de onde era tirada a água com baldes para encher as pipas. Mais tarde, foi colocado um cano para facilitar o trabalho. Por último, foi aperfeiçoado o sistema, com a colocação de um cano que atravessava a rua e ia desaguar junto ao grande muro, onde encostavam as pipas para encher de água, sem uso de baldes (local onde hoje se encontra a casa da hidráulica).
      Contam-se fatos da época, uns interessantes, outros cômicos:
      Aos domingos, os donos de pipas emprestavam-nas para a gurizada transportar e vender água na cidade. Outro fato, este cômico, é lembrado sobre o burro do hospital. O anibal tinha suas manias e, quando tinha chance, fugia com a pipa. Nestas ocasiões, não precisavam procurá-lo noutro local, pois o mesmo estaria em frente à casa do Sr. Aníbal Dorneles, embaixo de uma figueira, dormingo em pé.
      Enfim, este é apenas um resumo de uma das partes históricas de nossa cidade, que foi esquecida, apesar de constituída por fatos verídicos  sobre um local muito belo. Se alguém resolvesse a pesquisar a história dessa fonte, poderia até escrever um livro, pois trata-se de matéria extensa e cheia de singular beleza."








Nenhum comentário:

Postar um comentário