Seguidores

domingo, 3 de novembro de 2013

CLARINADAS...

Para que serve um clarim? Além de produzir notas musicais, o instrumento foi utilizado, ao longo do tempo, para despertar ou para avançar (sob o toque do Clarim)...

Foi com o propósito de despertar consciências que, no ano de 1985, ao fundarmos o Clube do Livro Coriolano Castro e instituir o órgão de divulgação impresso damos ao informativo o nome de CLARIM SANTANENSE

O CLARIM SANTANENSE foi o primeiro e o mais longevo órgão de comunicação impressa do município. Criado sob a égide da redemocratização do país, caracterizou-se pela independência de opinião e por assegurar espaços a todos, mesmo para aqueles que desejassem discordar das opiniões expressas por seus editores. 

A independência do Clube do Livro e, especialmente, do CLARIM SANTANENSE, em mais de uma oportunidade incomodou aos "donos do poder local", habituados a manobrar pessoas e instituições colocados na situação de dependência. 

Ao mesmo tempo, este articulista envolveu-se em diversos segmentos da comunidade, exercendo plenamente seu papel de cidadão e estimulando outros que o fizessem. Logo, ganhou inimizades e antipatias, a maioria dentre os detentores do poder (porque será?). Numa decorrência natural, os "seguidores" ou "dependentes" dos "Senhores locais", também associaram-se a estas antipatias e malquerenças, na maior das vezes sem ao menos saberem porque. 

Daí a vincular o CLARIM SANTANENSE ao nome de seu primeiro diretor, o escriba signatário, foi um passo. Então o CLARIM tornou-se também mal visto aos olhos de expressivos segmentos, repetindo, a maioria sem saber porque (muitos sequer liam o jornal, mas já o criticavam...). 

Em certa oportunidade, quando a Diretoria do Clube do Livro da época discutia a possibilidade de voltar a editar o Informativo da instituição, um pseudo intelectual local propôs a mudança do nome. Está consignado em ata a proposição para quem quiser conferir. E porque mudar o nome? Certamente para desvincular o Informativo daquele a quem imaginavam estivesse vinculada sua existência (o que não é verdadeiro, pois muitas pessoas colaboraram com com o CLARIM SANTANENSE ao longo do tempo, tendo inclusive diversos diretores em suas diferentes temporadas de circulação). 

Enfim, eis que na atual gestão de Diretoria do Clube do Livro, voltou o Informativo da instituição a circular. Contudo, os dirigentes, possivelmente temerosos da repercussão junto à comunidade local, suprimiram do nome a expressão CLARIM. Esta supressão, por certo destina-se a desvincular o Informativo de sua história anterior, evitando que seja vinculado a algum nome indesejado. Assim, nesta nova vida o periódico traz o nome de INFORMATIVO SANTANENSE. 

A partir da segunda edição, fui convidado a escrever uma coluna, convite este que aceitei e passei a escrever meus artigos com todo o cuidado na escolha dos temas e da linguagem, para não assustar o público leitor (para o que apenas meu nome já é suficiente...), e, principalmente, para mostrar que "o diabo não é tão feio como dizem". 

Deste modo, na quarta edição do Informativo Santanense, a circular ao início deste mês, publicarei minha terceira participação, ciente de que muitas pessoas buscarão encontrar nas entrelinhas algo de subversivo. Sim, de subversivo, porque a imagem que divulgaram ao longo do tempo não permite que eu escreva um artigo sem "segundas intenções". Desnecessário estender comentários, diante da pública imagem que desfruto e, mais recentemente, da censura (creio que no momento já suspensa) a que fui submetido na Rádio Santana, uma rádio comunitária também integrante do Clube do Livro, do qual sou sócio fundador 

Para compartilhamento com os leitores deste blog, que não tenham acesso ao Informativo Santanense, vou reproduzir aqui os artigos publicados, após a circulação do informativo mensal, para não "furar" a edição.  Assim, na sequencia, vou postar os seguintes artigos:
- Loucos, Mendigos ou Irmãos (edição setembro);
- Aos Professores (edição outubro);
- Educação dos Filhos - Formar cidadãos ou delinquentes juvenis? (novembro). 

Neste blog, contudo, sob minha exclusiva responsabilidade, continuarei dando minhas clarinadas, sem preocupação com patrocinadores ou anunciantes, com a eventual interpretação distorcida do texto ou com reflexo na imagem, uma vez que, felizmente, não dependo da boa vontade ou de decisões dos poderes político e econômico de minha aldeia, como chamo carinhosamente nossa Santana da Boa Vista. 



Nenhum comentário:

Postar um comentário